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Transformação digital em finanças: as predições para 2025

Se preparando para o futuro

Em nossa empreitada para lançar nosso produto de BPO Financeiro Ágil, nos deparamos com muitas questões que nos fazem pensar sobre como será essa área, no futuro. Na busca incessante por formatos de trabalho que permitam vislumbrar melhorias constantes, seguindo princípios ágeis, estudamos e refletimos bastante sobre as possíveis mudanças que a área enfrentará nos próximos anos.

O fato é que nenhum de nós sabe o que o futuro nos prepara, mas temos sim a responsabilidade de nos prepararmos para o que é provável que aconteça. E na área de finanças isso significa iniciar o trabalho agora, com pessoal e tecnologia para aproveitar todas as mudanças que estão por vir. E isso não irá acontecer se não existir uma visão clara e estratégia para as finanças no mundo digital. Agora é a hora de dar um passo atrás e garantir que seu roteiro para o futuro seja claro.

Com isso em mente, para compartilhar nossos insights, falamos sobre 8 previsões para as finanças em 2025, baseadas no que líderes da área têm feito e na tecnologia disponível hoje. 

A fábrica de finanças: As transações serão “sem contato”, à medida que a automação e o blockchain se aprofundarem nas operações financeiras.

Nos próximos anos, o ERP baseado em nuvem, a automação e a inovação cognitiva continuarão em ritmo acelerado, criando oportunidades para simplificar de maneira radical processos. Se adicionarmos o blockchain à mistura, a tendência será acelerada. À medida que esse tipo de transição ganha velocidade, a capacidade dos humanos de agregar valor será cada vez menor.

Alguns acham interessante especular sobre o desaparecimento das finanças sob o impacto da ruptura digital, mas não é isso que vem acontecendo. Sim, a área financeira provavelmente será mais enxuta, mas isso será resultado principalmente nas funções de headcount nas finanças operacionais (contas a pagar, contas a receber, contabilidade transacional, etc.). Enquanto isso, outras áreas como planejamento, orçamento, previsão, etc e finanças especializadas (impostos, tesouraria) continuarão a crescer.

O papel das finanças: Com operações automatizadas, a área terá espaço para duplicar insights e planejamento estratégico.

Se a área financeira continuar a direcionar os recursos atualmente sob seu controle, acabará dependente da sua capacidade de agregar valor. Isso exigirá insights de qualidade e um atendimento ao cliente excepcional. Algumas organizações financeiras evoluirão para centros de serviços de negócios completos.

As empresas sabem que compartilhar conhecimento entre áreas é uma coisa boa, mesmo que isso dê algumas dores de cabeça. Saiba o que é preciso para aproveitar ao máximo as fronteiras organizacionais.

Ciclos financeiros: a área financeira será em tempo real. Os já conhecidos relatórios periódicos não irão mais direcionar operações e definir decisões.

Quando dados e previsões podem ser produzidos instantaneamente sob demanda, os relatórios tradicionais se tornam menos relevantes. A antiga distinção entre dados operacionais e analíticos vai começar a desaparecer. As organizações financeiras ainda precisarão atender às demandas externas por informações cíclicas, mas quem garante que clientes também não queiram informações de desempenho mais frequentes? Em 2025, a área financeira operará com um novo lema: não existe fechamento. Você não irá prever uma vez por mês ou trimestralmente. Tudo acontecerá em tempo real!

Auto-serviço: o auto-atendimento se tornará o normal.  E a área de finanças pode ficar desconfortável com isso.

Existem muitas pessoas de negócios que não precisam de ajuda quando o assunto é  finanças básicas. E se essas pessoas pudessem responder dúvidas a partir de seus smartphones, ficariam felizes em fazer isso. Atividades que variam de consultas orçamentárias a relatórios de produção e muito mais serão automatizadas. Com o tempo, os já conhecidos Bots aprenderão quais tipos de informações comerciais um indivíduo precisa e fornecerão essas informações de maneira proativa. À medida que o futuro chega, os dados nas velhas planilhas de excel serão substituídos por informações visualmente ricas, intuitivamente acessíveis e fáceis de usar.

Modelos operacionais: Novos modelos de prestação de serviços surgirão à medida que robôs e algoritmos se misturarem a uma equipe de finanças mais diversificada.

As empresas avaliarão os benefícios da automação em operações onshore e offshore. A automação fornece uma nova alavanca para o gerenciamento de custos, que oferece às organizações financeiras a oportunidade de reavaliar como elas são organizadas, onde o trabalho é feito e quais tipos de processos não exigem mais intervenção humana.

As empresas podem ver uma ruptura significativa no espaço de offshoring e outsourcing, com fornecedores individuais e suas capacidades parecendo muito diferentes do que fazem hoje. Ao mesmo tempo, a necessidade de criar equipes multifuncionais e dinâmicas prejudicará as organizações financeiras que não estão se preparando desde já para o futuro. E claro, bons líderes serão essenciais para navegar durante estas transições.

Planejamento de recursos: aplicativos financeiros e microsserviços desafiarão o ERP tradicional. Grandes fornecedores estarão preparados!

Fornecedores de ERP já estão criando tecnologias digitais como automação, blockchain e ferramentas cognitivas em seus produtos, mas isso não impede a concorrência. Analise o cenário para iniciar a mudança à medida que novos concorrentes entrarem no espaço do ERP com aplicativos especializados e microsserviços que se integram às plataformas de ERP. O ERP baseado em nuvem ajudará a garantir atualizações constantes sobre versões mais recentes.

A área de finanças está entrando em uma época de ouro da tecnologia. À medida que a nuvem se tornar a norma para o ERP, aplicativos financeiros e de microsserviços irão proliferar. Será possível reduzir drasticamente a complexidade e o custo da tecnologia, sem sacrificar funcionalidades.

Dados: a proliferação de APIs impulsionará a padronização de dados, mas isso ainda não será suficiente.

Poucas empresas estão fazendo o trabalho necessário para alinhar e integrar dados, o que significa que o valor da transformação digital ainda não é amplamente reconhecida. Algumas empresas ainda esperam que um segredo infalível irá resolver todos os problemas relacionados aos seus dados ficarão desapontados. A automação e o conhecimento cognitivo irão facilitar o trabalho, mas ainda assim ele será difícil e tedioso. Mas por que? Vírgulas, abreviaturas, entrada de dados, nomenclatura e centenas de fatores semelhantes. Realmente não é glamouroso. Mas é importante.

Os problemas de dados escondem-se abaixo da superfície para muitos CFOs, alguns dos quais não apreciam totalmente o trabalho pesado necessário para atender suas solicitações. Isso ocorre em parte porque os problemas envolvem problemas técnicos e, em parte, porque há pouca motivação para as pessoas discutam esses problemas abertamente dentro da empresa. Afinal, quem quer ser o mensageiro das más notícias?

Equipe x local de trabalho: colaboradores farão coisas novas, de maneiras novas, algumas das quais deixarão os CFOs desconfortáveis.

Os perfis dos colaboradores da área financeira estão evoluindo rapidamente, e isso representa uma mudança brutal para muitas organizações. Para se preparar, é necessário se certificar que novos colaboradores representem o futuro pelo qual se está almejando. As qualidades importantes incluem foco de atendimento ao cliente, flexibilidade e boas habilidades de colaboração, além dos recursos técnicos necessários para alguns trabalhos específicos. Além disso, todos devem ser capazes de contribuir para elevar o valor agregado dessas mudanças em termos de comunicação, impacto e influência.

A implementação de novas tecnologias é relativamente fácil em comparação com a mudança do modelo de colaboradores, afinal, eles estão obviamente conectados à tecnologia no seu dia a dia, mas mudanças culturais e organizacionais relacionadas ao modelo de trabalho podem levar muito mais tempo e cuidado para serem assertivos. Toda empresa deve contratar já olhando através da lente de 2025.

* Este artigo foi traduzido e adaptado da versão originalmente publicada pela Deloitte.

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